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Do FMEA ao FMEACA: enxergando crises antes que aconteçam

  • Foto do escritor: Eduardo L. Lozano de Camp
    Eduardo L. Lozano de Camp
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Em 2018, conduzi um estudo em uma estação de tratamento de efluentes que revelou um ponto crítico para qualquer operação industrial: os métodos tradicionais de análise de falhas não são suficientes para antecipar crises.
Em 2018, conduzi um estudo em uma estação de tratamento de efluentes que revelou um ponto crítico para qualquer operação industrial: os métodos tradicionais de análise de falhas não são suficientes para antecipar crises.

O FMEA, amplamente utilizado para priorizar falhas, cumpre bem seu papel técnico. Porém, quando o objetivo é proteger a operação, o meio ambiente e a reputação corporativa, ele deixa lacunas importantes. Diversos itens apareciam com NPR baixo, mas tinham potencial real de gerar eventos críticos — desde impacto ambiental imediato até paralisação operacional.

Essa constatação levou ao desenvolvimento do FMEACA — FMEA + Crisis Analysis, uma evolução necessária para organizações que operam em ambientes de alto risco.

A lógica executiva por trás do FMEACA

O FMEACA adiciona ao FMEA um índice estratégico: Potencial para Crises (PC). Ele amplia a análise para dimensões que realmente importam para a continuidade do negócio:

  • impacto ambiental e regulatório,

  • risco de odor e impacto comunitário,

  • ausência de redundância,

  • velocidade de propagação da falha,

  • tempo de resposta operacional.

Com isso, a organização deixa de olhar apenas para falhas e passa a enxergar consequências — algo essencial para decisões de investimento, priorização e governança de risco.

Resultados do estudo (2018)

A aplicação do FMEACA permitiu identificar pontos críticos que o FMEA não capturava. Com base nisso, foram implementadas ações estruturadas:

  • revisão de procedimentos,

  • criação de redundâncias,

  • aquisição de peças sobressalentes,

  • manutenção preventiva orientada por risco.

Os resultados foram claros e mensuráveis:

✔ Redução média de 58% no risco combinado (NPR × PC)

✔ Todos os itens críticos reduzidos para PC = 5 (risco moderado e controlável)

✔ Zero crises após a implementação das ações

Em termos executivos: o método aumentou a confiabilidade operacional, reduziu exposição a riscos ambientais e fortaleceu a resiliência da planta.


 
 
 

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© 2016 por Eduardo Luiz Lozano de Campos

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